
"Não me lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente
reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da
banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos,
convém não ser demasiado fútil, nem demasiado acomodada.
Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos cornos, mergulhar para depois ver
o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se
esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para se reinventar é preciso pensar: isso aprendi muito cedo."
(Lya Luft)